Israel - Riscos e Oportunidades

País de independência recente (1948), desde cedo Israel foi desafiado por vários Estados ou outras entidades políticas vizinhas - desde logo pela Autoridade Palestiniana, mas também pela Síria, Líbano entre outros -, pelo que as relações que foi desenvolvendo com muitos dos seus vizinhos foram geralmente tensas, conflituosas, degenerando por vezes em guerra armada. A independência do país, as suas fronteiras e o seu papel na região ainda hoje são largamente contestados por alguns actores da região, o que constitui um factor potencialmente desestabilizador, gerador de alguma instabilidade que poderá desencorajar o investidor estrangeiro menos atento ao potencial deste mercado.

Mas se Israel se insere numa região onde o risco político não deve ser ignorado, deverá igualmente ser considerada a enorme capacidade de resiliência que o país historicamente tem revelado, a solidez das bases da sua economia (escassa em recursos naturais) e o seu potencial de crescimento, assente na diversificação e desenvolvimento de um conjunto de outros domínios, numa estratégia sempre orientada para a crescente inovação e conhecimento.

Sectores como a indústria química, farmacêutica, lapidação de diamantes e até mesmo o sector agrícola (alimentado por sistemas de rega modernos e altamente desenvolvidos) são sustentados por tecnologias de ponta que dificilmente encontram comparação noutras economias.

Tecnologicamente um dos países mais avançados do mundo, Israel surge hoje como uma start-up nation por excelência e, como tal, centro de oportunidades de negócio para empresas que operam na área das indústrias inovadoras, de alta tecnologia e, particularmente, tecnologias “limpas” – um conjunto de sectores onde são já muitas as empresas portuguesas com capacidade de projecção internacional e que poderão encontrar em Israel um mercado de enorme potencial de crescimento.

As Tecnologias de Informação e Comunicação constituem outro dos sectores que apresenta oportunidades, com várias empresas nacionais a encontrarem aqui possibilidades de exportação de produtos, soluções, aplicações e serviços - enquadrados, uma vez mais, no universo das novas tecnologias – direccionados quer para o segmento particular, quer para o segmento das empresas, e onde tanto a realidade virtual como a inteligência artificial surgem como as grandes tendências de futuro. Israel é indubitavelmente um mercado que se destaca cada vez mais nesta área, com oportunidades que não devem escapar às empresas portuguesas.

Mas existem também oportunidades em áreas mais convencionais como o agro-alimentar, a pecuária, o mar, as florestas, o sector das bebidas e o da cortiça, onde as necessidades de importação de Israel poderão encontrar resposta na capacidade de produção e exportação das nossas empresas.

Independentemente do sector de actividade, importará ainda considerar que, estando perante uma população de apenas 9 milhões de habitantes (aproximadamente), este é um país de elevado nível de vida, com uma economia cujas previsões de crescimento assentam, em grande parte, no aumento da procura interna, com consumidores com elevado poder de compra e cuja tendência é para aumentar, dada a evolução verificada ao nível do PIB per/capita da população israelita. Com previsões (2019) a variarem entre USD 42.144,01 e USD 44.260 – valores apenas comparáveis com os níveis apresentados por alguns países da U.E. - Israel é apenas ultrapassado pelo Qatar, posicionando-se como a 2ª maior economia do Médio Oriente em termos de poder de compra da sua população: uma população com apetência para comprar; comprar mais; comprar melhor.

Perante este quadro, e pese embora o actual impasse político que se vive no terreno - depois de os resultados das eleições do passado dia 17 de Setembro, em que nenhum partido alcançou uma maioria clara, terem lançado novamente o país num clima de grande incerteza e onde parecem cada vez mais diminutas as possibilidades de um acordo para a criação de um grande governo de unidade nacional o que, no limite, poderá conduzir a novas eleições, pela terceira vez em menos de um ano – é essencial fomentar as relações entre as duas partes, apresentando o potencial económico e comercial de Israel para as empresas portuguesas.

 

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