Costa do Marfim: Riscos e Oportunidades

petroeoSituado na África Ocidental, a Costa do Marfim integra aquela que será provavelmente a mais importante região estratégica desta zona, o Golfo da Guiné - região que concentra 2/3 da produção de petróleo e quase 40% do PIB da África subsariana - onde se afirma como um dos países com maior potencial de crescimento, com Abidjan, capital económica e centro comercial de excelência, a liderar actualmente um dos mercados mais dinâmicos de toda esta região.

Mas ao mesmo tempo uma região que ao longo dos últimos 15 anos se tornou numa das áreas marítimas mais perigosas de todo o mundo. A insegurança marítima é um problema regional que pode comprometer o desenvolvimento da região do ponto de vista económico, ameaçando, no curto prazo, o comércio marítimo que aqui é feito - vital para muitas destas economias - e, no longo prazo, a estabilidade dos Estados costeiros. Não sendo dos países mais vulneráveis, a Costa do Marfim não deixa de escapar a este contexto de risco.

A proximidade geográfica à região do Sahel, desde logo pelas fronteiras directas com o Mali e o Burquina Faso, também é um factor a ter em consideração na análise do risco político deste mercado, pelos desenvolvimentos que têm sido registados nesta zona ao longo dos últimos anos, desde logo do ponto de vista securitário.

O nível de risco não é dos mais elevados, sendo estes apenas exemplos de alguns indicadores que devem ser acompanhados e monitorados, para uma cabal e adequada estratégia de mitigação de potenciais riscos para quem está presente no mercado ou nele pensa investir, pois apesar de algumas vulnerabilidades as oportunidades são múltiplas.

Fruto de uma estabilidade política crescente e da solidez do crescimento económico de um país que tem primado por um forte investimento público, pela implementação de políticas de beneficiam o comércio nacional e internacional, a Costa do Marfim tem vindo paulatinamente a subir nos mais importantes rankings hotelinternacionais, atestando a gradual melhoria do ambiente de negócios do país. Os níveis de confiança têm vindo a aumentar, a população já goza de um nível de rendimentos relativamente elevado em relação a outros países da região - com tudo o que isso poderá implicar em termos de aumento do poder de compra e aumento da procura - com os reflexos que daí poderão advir em termos de uma maior apetência para o consumo e, consequentemente de oportunidades de negócio, num mercado que tem registado uma tendência de crescimento das suas importações.

Mas a continuação do desenvolvimento do país está ainda muito dependente da capacidade e atracção de investimento para a construção e requalificação de infra-estruturas-chave para o crescimento futuro do país. Neste contexto, há um conjunto de oportunidades para as quais a Costa do Marfim te procurado mobilizar investidores internacionais, particularmente nas áreas:

1) das comunicações/infra-estruturas de transporte (rodoviárias, ferroviárias e portos) e telecomunicações;

2) da educação;

3) da saúde, com especial destaque para a reabilitação de unidades hospitalares;

4) do imobiliário/habitação;

5) do comércio, principalmente tratando-se de bens de consumo;

6) do turismo/hotelaria;

7) da energia, desde logo eléctrica, principalmente no que respeita a infra-estruturas de distribuição, mas também no plano das energias renováveis (centrais fotovoltaicas e centrais de biomassa);

8) do saneamento;

9) e no sector financeiro.

 

A Costa do Marfim apresenta ainda um enorme potencial em termos de recursos naturais que está ainda longe de ter sido totalmente explorado. O sector agrícola continua a ser o principal sector de actividade do país - o que não deixa de se traduzir numa vulnerabilidade económica, deixando o país demasiado exposto à flutuação das cotações dos produtos agrícolas nos mercados internacionais e à variabilidade das condições climatéricas - sobretudo na área das culturas alimentares, com destaque para o cacau, o café, óleo de palma, caju, arroz e soja, que podem conduzir ao desenvolvimento de um importante e dinâmico sector agro-industrial.
Mas é também neste contexto que que as indústrias de transformação agregadoras de valor dos produtos locais agrícolas, como também aos produtos ligados à pesca, à cultura do algodão e à exploração da borracha, se apresentam como outras áreas de oportunidade para o investimento.

 

Também a indústria extractiva (petróleo, ouro, ferro, níquel, cobre, manganês e bauxite) tem potencial de crescimento, podendo vir a traduzir-se em oportunidades no futuro.

 

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