Peru: Relações com Portugal e potencial exportador

Apesar do potencial de negócios que o Peru apresenta, a sua importância nos fluxos comerciais de Portugal é ainda diminuta, ocupando posições bastante modestas tanto no ranking de clientes (63º lugar) como no ranking de fornecedores (78º lugar). Acresce, que a trajectória de crescimento das trocas ao longo da última década foi também pouco expressiva (TCMA 10,3%, 2008-2017), principalmente quando comparada com outros Estados da região.

As relações comerciais com o país caracterizam-se sobretudo por oscilações sucessivas, alternado entre períodos de retracção e períodos de maior crescimento, com o último ano a registar uma subida de cerca de 10,4%, totalizando pouco mais de 60,8 milhões de euros. Boas notícias, depois de em 2016 se ter verificado uma quebra no comércio bilateral de cerca de 7%.

Dados (ainda provisórios) do INE explicam esta recuperação pelos cerca de 35,7 milhões de euros em exportações e 25 milhões de euros em importações, representando aumentos na ordem dos 11% e 9,5%, respectivamente. O saldo comercial foi, por isso, positivo para Portugal, à semelhança do que vem acontecendo desde 2013 - ano da entrada em vigor do acordo de livre comércio entre a UE e o Peru. Até então, a tendência vinha sendo para saldos comerciais negativos para o nosso país.

O aumento progressivo do número de empresas a exportar para o Peru - de 83 em 2007 para 262 em 2016 - foi um factor importante para esta reversão da balança comercial e o maior ritmo de crescimento das exportações (26,9%) face ao das importações (4,4%) alimenta perspectivas ainda mais optimistas quanto ao futuro das relações comerciais com o país, cujas oportunidades não devem escapar às empresas interessadas em entrar ou consolidar a sua presença na América do Sul.

Os dados disponíveis mostram que no último ano (Jan-Nov) as exportações com destino ao mercado peruano foram lideradas pelas máquinas e aparelhos (26,8%), metais comuns (15,4%), pastas celulósicas e papel (11,5%), produtos químicos (7,7%) e minerais e minérios (5,3%). Uma estrutura que revela ligeiras alterações face ao ano anterior, entre as quais ressalta o declínio das exportações de plásticos e borrachas.

Em contrapartida, as necessidades em termos de importação com capacidade de resposta portuguesa em termos de produção e exportação, fazem com que o grupo das peles e couros, do calçado, do vestuário, da madeira e da cortiça e dos instrumentos de óptica e precisão se revelem particularmente pujantes, podendo aqui encontrar-se oportunidades de negócio a explorar.

Deverão também ser equacionados como nichos com potencial exportador os segmentos da lenha (e seus desperdícios) e serradura, dos fios e outros condutores isolados para usos eléctricos, dos cabos e fibras ópticas, das construções pré-fabricadas e dos aparelhos para o tratamento de matérias por meio de operações de mudança de temperatura.

A Câmara de Comércio tem estado atenta ao potencial de negócios que a economia peruana pode representar para as empresas portuguesas e, nesse sentido, está a organizar uma missão empresarial a este mercado, com o objectivo de promover negócios entre empresas portuguesas e peruanas. A missão terá lugar de 13 a 17 de Maio e, caso tenha interesse, poderá pré-inscrever-se gratuitamente até dia 2 de Abril. Consulte o programa e não perca esta oportunidade!

 

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