Marrocos: Overview

Apesar de ser há muito uma importante referência para Portugal, a relevância de Marrocos para a internacionalização das empresas portuguesas, quer por via do comércio, quer pela do investimento, é hoje ainda mais evidente.
NOTICIA OVERVIEW MARROCOS

Num contexto regional marcado nos últimos anos por uma forte agitação política e social, fenómenos de radicalismo religioso e violência, Marrocos tem conseguido manter um clima de estabilidade que muito tem contribuído para o seu desenvolvimento económico. A trajectória política de Marrocos ao longo dos últimos anos tem colocado o país numa posição de clara vantagem face aos seus vizinhos e parceiros regionais. Uma monarquia constitucional, Marrocos soube capitalizar a sua proximidade com a Europa e uma mão-de-obra relativamente barata para construir uma economia diversificada, cada vez mais aberta ao exterior, apoiada em políticas e estratégias concertadas de investimento público e fortemente encorajadoras do investimento privado, permitindo ao Reino reforçar a sua posição como um dos mais importantes actores económicos e comerciais da região. 

No seguimento das reformas económicas iniciadas com a chegada ao poder de Mohammed VI (1999), as mudanças políticas operadas em 2011, com o intuito de evitar um efeito de contágio face à onda de protestos no mundo Árabe, acabaram por ter um efeito muito positivo no ambiente de negócios. Marrocos é hoje uma economia de mercado caracterizada por um forte dinamismo e esforço de liberalização, em claro crescimento, cada vez mais competitiva (a 1ª no Magreb e a 5ª em todo o continente) e atractiva para investidores estrangeiros. A par do turismo e sectores associados, uma indústria transformadora cada vez maior e uma indústria aeronáutica em crescimento, têm vindo a posicionar o mercado marroquino nos radares do investimento internacional. 

O desempenho macroeconómico da última década comprova o sucesso das estratégias adoptadas: taxas de crescimento muito razoáveis (4,5% entre 2006 e 2015); baixos níveis de inflacção; uma tendência de redução do desemprego (embora muito haja ainda a fazer neste domínio); e um crescimento muito satisfatório das exportações, para o qual têm contribuído os acordos comerciais com mais de 50 países, entre eles os EUA e a União Europeia. 

A África subsariana parece ser a mais recente aposta do país, com Marrocos a procurar afirmar-se como hub de ligação ao resto do continente. Uma reorientação estratégica com reflexos práticos bastante visíveis na criação de grandes zonas francas como a de Tânger e, mais recentemente, a de Kenitra, o alargamento do porto de Tanger Med, ou até mesmo o regresso à União Africana.

 

Localização geográfica: Norte de África, entre o Atlântico Norte (a Oeste) e o Mar Mediterrâneo (a Norte), fazendo fronteira com a Argélia (a Este), a região do Saara Ocidental (a Sul) e os territórios espanhóis de Ceuta e Melila.
Capital: Rabat
Território: 446.300 Km2 (área terrestre)
População: 35.276.786 (Banco Mundial, 2016)
Língua: árabe (oficial), línguas berberes (Tamazight oficial) e francês (língua da diplomacia, da política e dos negócios)
Moeda: Dirham marroquino
Ranking Doing Business Report 2017: 68/190 (sem alterações)
Global Competitiveness Index 2016-2017: 70/138 (+ 2 posições)
Index of Economic Freedom-Heritage 2017: 86/180 (+ 0,2 pontos)
PIB taxa crescimento real: 4,4% (est. 2017, FMI)

RISCOS E OPORTUNIDADES
RELAÇÕES COMERCIAIS COM PORTUGAL E OPORTUNIDADES DE NEGÓCIO

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