Panamá: Overview

No cruzamento entre o Norte e o Sul do continente americano e ponte entre os Oceanos Atlântico e Pacífico, o Panamá é, desde há muito, uma zona de enorme importância estratégica. Este facto fez do país objecto recorrente da atenção dos EUA, que apoiaram a sua secessão da Colômbia em 1903, garantindo para si uma zona soberana onde construir uma das mais importantes vias artificiais para o comércio marítimo internacional – o Canal do Panamá, estrutura que permaneceu sob controlo norte-americano durante 85 anos, até 1999. Anualmente mais de 15 mil embarcações fazem a travessia desta hidrovia, uma infra-estrutura de importância vital na qual tem assentado o desenvolvimento económico do país e que é hoje encarada como a ponta do iceberg de um plano ambicioso destinado a converter o Panamá no centro logístico das Américas.mapa-panama

Espera-se que o mais recente projecto de ampliação do canal, concluído em 2016, gere benefícios muito para lá das suas funcionalidades próprias, na medida em que o canal é um eixo central de um conglomerado de serviços e actividades conexas que contribuem directa e indirectamente para o crescimento da economia nacional. Um verdadeiro cluster assente numa rede de portos, ferrovias e outras infra-estruturas de transporte e distribuição, em actividades no sector do turismo, comércio, serviços jurídicos e financeiros, telecomunicações entre outros, contribui, também, para que o país reforce cada vez mais a sua posição como destino privilegiado de investimento estrangeiro na região.

Em 2015, os fluxos de IDE para o Panamá aumentaram 17%, alcançando 5 mil milhões de USD. Um valor record que fez do país o maior receptor de investimento estrangeiro na América Central (43% do total da região) e o 7º maior na América Latina e Caribe.

A trajectória de sucesso que o Panamá tem vindo a traçar é igualmente comprovada pela sua performance económica ao longo dos últimos anos – sendo hoje a 3ª maior economia da América Central – pela melhoria do ambiente de negócios e níveis de competitividade cada vez mais atractivos. No 42º lugar no ranking do Global Competitiveness Report 2016-2017, o que significa uma subida de 8 posições face ao ano anterior, o Panamá surge como a segunda economia mais competitiva de toda a América Latina e Caribe, liderando em indicadores como o “desenvolvimento do mercado financeiro” (12º a nível mundial), “ambiente macroeconómico” (16º a nível mundial), “eficiência do mercado de bens”, “inovação” e “business sofistication”.

A par do crescimento sustentável e gradual da sua economia, a estabilidade política tem também contribuído para que este seja um país de risco moderado em matéria de crédito e investimento (nível 3 COSEC).

Persistem, no entanto, algumas vulnerabilidades que marcam o ambiente de negócio no país - corrupção, burocracia, mão-de-obra insuficientemente qualificada e uma regulamentação ainda restritiva do mercado de trabalho - e que terão contribuído para uma descida de três posições no ranking do Doing Business Report para 2017 (70º entre 190 países).

Ainda assim, as vantagens para as empresas portuguesas são claras em matéria de internacionalização económica e cooperação empresarial, principalmente nos sectores da construção, transportes, energia e TIC. A recente abertura da embaixada portuguesa no país é um dos sinais da cada vez maior aproximação entre Portugal e o Panamá em termos políticos, económicos e comerciais. Nesta relação, o potencial da ligação estratégica com o Porto de Sines, como porta de entrada no continente europeu, poderá assumir papel de destaque.

 

Enquadramento Económico
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