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Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.

Desde já há alguns anos que assistimos a uma tomada dos lugares públicos por pessoas com pouca preparação, tanto profissional como cultural, acabando por prestar um mau serviço ao nosso país. Na sua generalidade são pessoas que fizeram carreira partidária ou de assessoria governativa a outros que partilhavam a sua origem.

A culpa não é deles! É, sim, de quem lá os coloca, mas é também e principalmente de todos nós que não estamos disponíveis para assumir o lugar público.

E temos normalmente boas razões para não o fazer. Seja pelo excesso de exposição e de devassa das nossas vidas, seja pelo pouco que paga esse serviço a bem da nação e dos nossos concidadãos, seja porque não queremos correr o risco de perder ou de assumir as responsabilidades - a verdade é que não estamos lá.

E não estando disponíveis, terão de ser aqueles outros, que muitas vezes nada terão a perder, a tomar conta do nosso país e das nossas cidades.

Mas, desta vez, apareceu alguém que não tem medo de perder, que não tem medo de se expor, que está preocupado com o seu país e com os seus concidadãos. Que não hesitou em abdicar de um excelente lugar, garantido e bem remunerado, para se dedicar ao bem comum.

Uma pessoa que já deu provas da sua competência, da sua capacidade de trabalho e da sua independência.

Uma pessoa com princípios e valores e que os vive de uma forma verdadeira, ao ponto de deixar o seu lugar de elite e a sua vida bem-sucedida porque acredita que há um bem maior ao servir a comunidade.

Mas aquilo que mais me atrai na sua candidatura, sem desvalorizar em nada o que antes referi, é a sua preocupação com as pessoas.

A centralidade da pessoa humana no projeto público de Carlos Moedas é uma enorme revolução na política portuguesa, em que tudo faz sentido e tudo se constrói em torno do que é melhor para a forma de viver daqueles que do seu trabalho vão depender.

Hoje, todos aqueles que desempenham funções de liderança pública preocupam-se essencialmente com a dimensão espetacular dos seus projetos, com a sua dimensão e visibilidade, e com o protagonismo gerado.

Passado o momento da visibilidade, poucos se preocupam em lhes dar a continuidade indispensável à obtenção dos resultados em prol de todos aqueles a quem estavam destinados.

Realizar a Web Summit está muito bem. Mas quem sabe hoje qual foi o verdadeiro resultado desse evento na vida dos habitantes de Lisboa?

Promover o turismo é fundamental, mas quem se preocupou em tornar Lisboa numa cidade em que as pessoas querem viver beneficiando da riqueza criada por esse mesmo turismo?

Entre 2010 e 2019 Lisboa perdeu cerca de 42 mil habitantes. Como se faz uma cidade sem cidadãos?

Carlos Moedas não deixará de promover grandes eventos nem retirará turistas à cidade de Lisboa.

Mas Carlos Moedas vai seguramente ouvir os seus concidadãos para conseguir melhor resolver o convívio entre interesses - que são por vezes antagónicos e outras vezes complementares -, para dar aos lisboetas uma nova forma de viver, com mais tempo para cada um aproveitar a sua vida, os seus amigos, o seu trabalho, a sua cultura e o seu lazer.

E a grande revolução de Carlos Moedas vai ser trazer à política portuguesa um conceito fundamental: servir os portugueses e ajudá-los a caminhar para serem felizes!

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