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Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.

Foi publicada nesta semana uma sondagem que prevê para o PSD uma percentagem de votos inferior à que teve nas últimas eleições.

Neste momento estamos a viver o sexto ano do mandato de António Costa à frente do governo do nosso país, e, apesar de serem reconhecidos pela comunicação social, pelos partidos políticos e pela população em geral vários casos de gestão governativa negativos, a verdade é que a probabilidade de se verificar uma alternância a este governo é praticamente nula.

Todos sabemos, e eu, que fui seu companheiro de liceu ainda mais, que António Costa é um grande político, muito inteligente e rápido na sua gestão e que isso, a par de uma primeira sensação de melhoria de qualidade de vida após os quatro anos de contenção a que estivemos sujeitos, são condições que lhe dão uma certa vantagem na apreciação popular.

Contudo, nem sequer isso justifica que não haja, à direita, uma solução alternativa que entusiasme os portugueses que se revêm no valor da pessoa humana, na iniciativa privada, na defesa do Bem Comum, na defesa do compromisso com a sociedade, no rigor das decisões governativas e no desenvolvimento da economia com o objetivo de criar riqueza que beneficie a população portuguesa.

A eleição de António Costa e a maioria parlamentar que se gerou provocaram uma mudança na liderança dos partidos da oposição tradicionais e no lançamento de novos partidos dentro desse espectro.

Ainda assim, e apesar da falta de oposição ou de alternativa ao projeto socialista, nem as novas direções dos antigos partidos, nem os novos projetos conseguiram criar uma verdadeira onda de apoio que mobilizasse uma população de direita e do centro, que normalmente estaria hoje a trabalhar numa alternativa à situação atual e a organizar-se para dar continuidade à alternância que caracteriza as democracias de sucesso.

Na realidade, a falta de projeto estimulante e motivador resultou naquilo que as sondagens nos transmitem hoje: ninguém se move!

É preciso acordar Portugal!

É preciso encontrar lideranças mais estruturadas, com carisma e com um projeto que seja inovador na nossa forma de viver, que justifique que cada um se envolva na luta por um Portugal melhor e maior, que nos faça sair do marasmo em que nos encontramos, sem líder nem projeto que nos faça acreditar e que nos deixe sonhar.

Portugal está a viver um novo período de eleições em que a estrutura partidária não está a realizar a sua função de promover a mudança, de nos fazer chegar mais longe.

É tempo de voltar a defender Portugal. Temos que sair à rua para dizer o que queremos, exigir daqueles que se apresentam para nos governar aquilo que Portugal precisa para que os portugueses vivam melhor.

Precisamos de deixar este modelo em que apenas se preocupam em parecer, e passar a procurar que o nosso país seja um país de valor, de responsabilidade, comprometido com o desenvolvimento do Mundo, cuidando do Mundo, mas também criando condições de vida digna, de respeito pelos nossos concidadãos.

Temos que deixar de ser comandados por quem apenas quer o poder e passar a participar nas decisões que comandam o caminho de Portugal.

Por este nosso país maravilhoso vale a pena lutar. Vale a pena sair do nosso conforto e trabalhar para o Bem Comum e para cada um dos que cá vive!

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