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A análise global das respostas revela que, no corrente ano, 11,1% das empresas preveem um declínio das vendas superior a 10% e a maioria (61,1%) prevê um declínio das vendas superior a 20%.

O inquérito “Juntos Podemos Salvar a Economia II”, que a Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa realizou, junto dos Associados, teve por objectivo monitorizar a evolução do impacto da COVID-19, na actividade empresarial, e recolher informação sobre a forma como as empresas estão a reagir ao conjunto de medidas aprovadas pelo Governo.

 

É ao nível das vendas no mercado nacional que uma vincada maioria de empresas (73,5%) está a sentir o impacto negativo mais significativo, seguindo-se os problemas ao nível da tesouraria que foram indicados por 43,2%. A comparação com as respostas do inquérito anterior revela que, no espaço de uma semana, o número de empresas que está a sentir um impacto ao nível das vendas no mercado nacional aumentou cerca de 5 pontos percentuais (p.p) e ao nível da tesouraria aumentou 6 (p.p).

As empresas estão igualmente preocupadas com a falta de liquidez e 35,2% referem que não conseguem resistir mais de 30 dias sem receber um apoio para as necessidades de tesouraria. Fazendo uma comparação com os resultados obtidos no último inquérito, este indicador revela um acentuado aumento de 12 p.p. Parte, não menos significativa (9,3%), das empresas revela que já não conseguiu cumprir com as obrigações salariais e fiscais de Março. 

Questionadas acerca da necessidade de recorrer às medidas de apoio lançadas pelo Governo, a maioria das empresas inquiridas (52,5%) refere que vai pedir o fracionamento do pagamento de impostos, 48,8% refere que vai diferir os pagamentos à segurança social, 40,1% considera vir a recorrer às linhas de crédito, e 38,3% indica que vai recorrer ao lay-off simplificado. A análise individual das respostas revela também que 11% das empresas inquiridas não pretende aceder, de imediato, a uma ou mais destas medidas.

Quando questionadas sobre os maiores constrangimentos no acesso às várias medidas, as empresas (66,1%) apontam desde logo, à cabeça, a imprevisibilidade legislativa decorrente das sucessivas alterações. A exigência da diminuição de facturação e/ou ratings associados a certas medidas foi referida por 54,3% das empresas, a obrigatoriedade de resultados de exploração positivos por 22,8%, a obrigatoriedade de ter a situação regularizada face à Autoridade Tributária e Segurança Social por 13,6% e a não inclusão de profissionais liberais por 9,3%.

 

Veja o relatório completo desta 2ª edição e consulte também os resultados da 1ª edição.

 

A recolha das respostas de 162 empresas, de diversos sectores de actividade - comércio (21%), indústria (19,5%) e serviços (59,5%), decorreu entre 28 e 31 de Março de 2020.

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