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A nuvem de incerteza e as notícias negativas associadas aos efeitos da pandemia COVID-19, têm pautado o dia a dia das pessoas e das empresas portuguesas no último mês, pelo menos.

 

Começamos agora a sentir os efeitos do abrandamento generalizado das empresas, do comércio e dos organismos públicos, da inexistência de investimentos e do não pagamento das facturas do primeiro trimestre deste ano, entre outros temas relevantes que ameaçam paralisar significativamente a nossa economia.

 

Os resultados do estudo que a Câmara de Comércio realizou aos seus Associados, a propósito do impacto da pandemia COVID-19, foram avassaladores. Espera-se uma redução de mais de 20% nas vendas das empresas portuguesas durante este ano. São números preocupantes e que fazem com que as empresas tenham forçosamente que encontrar alternativas, suportadas por um apoio governamental forte e que permita mitigar o impacto que todos estamos a sofrer.

Neste sentido e fruto da enorme capacidade e resiliência do ser humano, assistimos a transformações no modo como vivemos e trabalhamos, e em particular na forma de comunicar e de chegar aos clientes, numa clara tentativa de sobrevivência e de nos mantermos activos.

 

A inovação, que muitas vezes se vê diminuída na correria do dia a dia das empresas, aparece agora nas mais diferentes formas e em todos os sectores da nossa sociedade, tornando-se essencial para conseguirmos dar a volta a esta situação o mais rápido possível, com o menor impacto associado.

 

A última crise financeira de 2008 trouxe consigo o aparecimento de inúmeras empresas que hoje em dia são referências mundiais (Whatsapp, Instagram, Airbnb, Uber, Dropbox, Netflix, etc.), fruto da transformação sentida na altura e da necessidade de reinvenção. Aquelas empresas que não souberem adequar os seus produtos e serviços às condicionantes do momento que estamos a viver, terão muita dificuldade em manter-se à tona.

 

Mas acima de tudo, terão os líderes das nossas empresas a capacidade de fazer uma retrospectiva ao que tem vindo a ser feito e de desenhar estratégias inovadoras que permitam transformar os seus negócios numa ainda melhor versão de si mesmos?

 

Curiosamente, todas as empresas referenciadas no parágrafo anterior, pertencem ao “mundo digital”. O digital saltou para as nossas vidas já há algum tempo, mas nunca com tanta força como agora. E os “late adopters” são agora forçados a recorrerem às ferramentas digitais para poderem acompanhar o desenvolvimento do mundo, da sua família e dos seus amigos. Nunca antes a geração das pessoas com 60 e 70 anos esteve tão conectada. Inúmeras pessoas que se recusavam a fazer as suas compras de supermercado online vêem agora esta alternativa como algo prático, cómodo e sem custos acrescidos; para poderem falar com os seus filhos e netos, têm forçosamente que se conectar ao telemóvel ou ao computador. E isto entrará na rotina de muitos, mesmo após o período da pandemia. O comportamento do consumidor já estava a sofrer grandes alterações, mas sem dúvida que agora assistiremos a muitas mais, e cada vez mais rápidas.

Assistimos neste momento a inúmeras empresas a funcionar em teletrabalho, possibilitando aos seus colaboradores que continuem a desempenhar as funções à distância; compras online com record de vendas neste ultimo mês; supermercados e restaurantes com entregas em casa; consultas por telefone e em videoconferência; reuniões de equipas em plataformas de partilha de informação comum (Zoom, Teams, etc.); ginásios virtuais; webinars e eventos online; estes são alguns dos exemplos do que se têm observado neste período extraordinário.

 

A Câmara de Comércio, antecipando esta tendência, é a única entidade em Portugal que emite Certificados de Origem Electrónicos acreditados com o selo de garantia da International Chamber of Commerce. Fazemo-lo desde 2017, ajudando as empresas portuguesas a economizar tempo e dinheiro nas suas exportações.

Ao mesmo tempo lançámos no final da semana passada um novo Serviço de Reuniões Online, com potenciais clientes, importadores, distribuidores ou parceiros em diversos mercados internacionais. Desta forma e sem sair de casa, poderá estar em contacto directo com os interlocutores certos que lhe poderão permitir fazer mais negócios a nível internacional.

 

Continuaremos a estar ao lado das empresas portuguesas, ajudando-as principalmente nestas alturas mais complexas e que exigem uma flexibilidade e capacidade de adaptação sem precedentes!


Pedro Magalhães
Director de Comércio Internacional
Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa

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