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No passado recente a actividade internacional cresceu

destaque-actividadeEm 2016, foi impressionante constatar que, para mais de 40% das empresas inquiridas, o crescimento da actividade internacional verificado nos 2 exercícios anteriores (2015 e o próprio 2016) havia superado os 10% e que, para mais de 19% das inquiridas, esse crescimento havia superado uns impressionantes 20%.

Para 59% das empresas inquiridas, 2018 foi um ano positivo, de crescimento da actividade internacional, no que aparentemente reflecte um cumprimento das expectativas dos gestores (56% dos casos).

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Um futuro próximo em que se perspectiva continuar a crescer (mas menos) 

A investigação confirma o que indicadores avançados do INE e do Banco de Portugal referem, quanto às perspectivas de crescimento da actividade internacional (exportadora) das empresas portuguesas: o crescimento vai continuar (ainda que a um ritmo menor).

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Da análise do gráfico com a resposta à questão: «qual a expectativa que traduz a ambição para a evolução do Volume de Negócios Internacional nos próximos 3 anos», é possível extrair a interessante conclusão de que, a 3 anos, a globalidade da amostra ambiciona crescer na sua actividade internacional (mesmo que tal crescimento não seja expectável em 2019 – 4% dos inquiridos afirmaram esperar ter uma redução da actividade internacional no ano em curso).

Mesmo antecipando maior competitividade e algum abrandamento, as empresas não deixam de ver na internacionalização um caminho certo de crescimento.
Interessante é, também, observar que são as empresas há menos tempo internacionalizadas aquelas que ambicionam maiores crescimentos – 46% das empresas internacionalizadas há menos de 5 anos ambicionam crescer entre 5% e 10%, sendo que outras 28% indicam o propósito de crescer mais de 10% (percentagens que são respectivamente 38% e 16% para empresas internacionalizadas há mais de 10 anos).

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Neste contexto é interessante constatar que os inquiridos expressam, segundo diferentes enunciados, a convicção de que o futuro, que o crescimento que dele se perspectiva, será pautado pela necessidade de prosseguir novas estratégias, eventualmente entrando-se num novo estágio para a grande maioria das PME internacionalizadas.

As PME ter-se-ão que capacitar para actuar em mercados mais complexos e competitivos, terão que inovar, terão que ponderar o desenvolvimento de presenças físicas junto dos seus principais mercados/clientes.

 

A dinâmica geográfica da internacionalização das PME

Se parte do crescimento observado em 2018 se prendeu com a abertura de novos mercados, também o crescimento perspectivado para 2019 se explica com o foco das empresas em continuar uma dinâmica de somatório de geografias – 86% das empresas ora inquiridas ponderam entrar em pelo menos 1 mercado novo, no decurso do próximo ano.

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A Europa destaca-se, naturalmente, como a macrorregião geográfica em cujos mercados se encontra presente (ou para onde exporta) a maior percentagem de empresas portuguesas internacionalizadas [83%].

Não obstante o facto de ser tratar de uma macro mercado, há longos anos tido como incumbente, continua a ser, também, a região onde mais empresas entraram nos últimos 12 meses [33%] e aquele onde mais empresas ponderam entrar no decurso de 2019 [40%].

Já África, apesar de continuar a ser a segunda macrorregião onde maior percentagem de PME internacionalizadas actua, tem vindo a perder dinâmica para as Américas e Ásia, com esta última, a ser a macrorregião onde mais empresas entraram pela 1.ª vez [29% das que abriram novos mercados].

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