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A internacionalização é o principal caminho estratégico para assegurar o crescimento das PME (internacionalizadas).

No início de 2019, já estávamos num estágio de desenvolvimento da actividade das PME portuguesas internacionalizadas estruturalmente diferente daquele que pautava no ano de 2016, quando se realizou o 1º inquérito.

Como se verifica na figura 4, em 2016, confrontámo-nos com PME que viam na internacionalização uma das principais alavancas do crescimento da sua actividade – contrapondo um tempo de profunda contracção do mercado interno, a internacionalização era, para muitas empresas, o caminho possível para prosseguir um crescimento que é sempre desejado, e naturalmente necessário.

Em 2018, a internacionalização aparenta ser mais do que uma solução para compensar quebras no mercado interno. Mesmo com o crescimento da economia portuguesa, para muitas PME, a internacionalização tende a afirmar-se como o «principal caminho estratégico para crescer», nessa medida, um desígnio de criticidade extremada, depois dos impressionantes ritmos de crescimento das exportações observados no passado recente (6,2% e 7,1% em 2017 e 2018 respectivamente, excluindo exportação de combustíveis, de acordo com dados do INE).


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23% das empresas têm uma actividade internacional que representa mais de 80% do seu volume de negócios

 

Neste contexto, depois de um período de tempo de tão expressivo crescimento das exportações portuguesas (da internacionalização do tecido empresarial português) é compreensível que na amostra de respondentes tenhamos 23% de empresas para quem a actividade internacional representa mais de 80% do volume de negócios (acrescendo mais 14% com uma representatividade da actividade internacional no volume entre os 50% e os 80%).

 

A internacionalização é um processo de maturação em que o tempo é, na maioria dos casos, a variável que melhor explica a performance e os resultados.

Na análise segmentada dos resultados, quando se analisa os comportamentos entre empresas «essencialmente internacionais» e «empresas maioritariamente focadas no mercado nacional» observamos comportamentos e moods estruturalmente diferentes.

A consolidação das actividades internacionais com a capacidade de atingir escalas relevantes concorreu para a existência de uma percentagem relevante de empresas que olha para o futuro com uma impressionante resiliência.

 

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O estudo permitiu também entender que à medida que o estágio de internacionalização das empresas evolui, o peso desta actividade passa a ser, naturalmente, mais representativo no seu volume de negócios total e garante de resultados positivos.

 

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