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Na terça-feira, dia 10 de Setembro, o presidente do PSD, Rui Rio, deslocou-se à Câmara do Comércio e Indústria Portuguesa para falar sobre o que propõe para o país, numa altura em que falta menos de um mês para as legislativas. Foi o terceiro e último protagonista político a particiar nesta série de debates organizada pela CCIP, depois da presença de Assunção Cristas, líder do CDS, e de António Costa, actual primeiro-ministro e secretário-geral do PS.

Foram três conversas esclarecedoras e que permitiram perceber muito daquilo que estes três candidatos pensam para o futuro do país e conhecer as suas visões sobre a situação actual de Portugal.

Ao contrário de Cristas e Costa, Rio optou por iniciar a sessão com uma declaração onde expôs aquilo que fará caso seja eleito primeiro-ministro. Tal como já tinha explicado ao longo das últimas semanas, o líder social-democrata destacou a reforma estrutural que pretende concluir em quatro grandes áreas: descentralização, Segurança Social, Justiça e sistema político.

Desta vez, o responsável pela condução da conversa foi Miguel Horta e Costa, vice-presidente da CCIP. E foi das suas perguntas que surgiram, na minha opinião, as declarações mais interessantes de Rio.

Primeiro, Rio rejeitou uma “geringonça” à direita. A resposta peremptória sugeria uma rejeição total a um acordo com o CDS ou com outros partidos à direita. Mas a explicação dada depois por Rio esclareceu este ponto: uma geringonça é “algo mal amanhado” e que não foi pensado com um “sentido estratégico”. Ou seja, o líder do PSD fará acordos à direita se existir o tal sentido estratégico de que falou. Uma maioria não se pode resumir a “somar 116 deputados de qualquer maneira”, explicou ainda.

Também em resposta a uma questão colocada por Miguel Horta e Costa, Rio criticou a actuação do Banco de Portugal nos últimos anos e colocou uma boa dose das culpas pelo estado do sistema financeiro nesta instituição. Disse que se o Banco de Portugal tivesse estado “mais atento” ou “mais independente do sistema”, talvez as coisas fossem diferentes. Isto levou-o a concluir que “nenhum português pode ver a atuação do Banco de Portugal com bons olhos”.

Este foi o último debate no âmbito do ciclo que a CCIP organizou. Tentámos com estas conversas esclarecer os empresários e os portugueses em geral sobre o que esperar dos nossos responsáveis políticos e candidatos a chefiar o futuro Governo. Durante a campanha eleitoral - que apesar de ainda não ter começado oficialmente, já arrancou na prática – o acessório pode ter mais destaque do que o essencial. E o essencial, neste caso, é o conteúdo das propostas dos partidos. Espero que neste ciclo de debates tenhamos conseguido extrair o que realmente interessa dos candidatos a primeiro-ministro.

 

Bruno Bobone

Presidente da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa

 

Artigo de opinião

 

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