geoestrategia-PP-2019

A conferência anual dedicada à Geoestratégia do mundo já é uma referência no calendário anual de iniciativas da CCIP.

Num evento que conta com Paulo Portas, vice-presidente da CCIP e antigo ministro dos negócios estrangeiros, como keynote speaker, o objectivo é identificar tendências e ajudar os empresários a ter uma visão abrangente da conjuntura externa que tem, consequentemente, impacto na interna.

 

Se o sentimento dominante no início de 2018 era moderamente optimista, o sentimento dominante neste momento é o de “realismo preocupado” para isso, diz Paulo Portas, basta olhar para os outlooks quantitativos das principais instituições internacionais.

 

No último ano registou-se um crescimento global de 3,7% para o qual contribuiu o bom desempenho da economia americana e o das economias asiáticas, da Índia e dos países emergentes da Europa. No entanto as previsões do FMI, Banco Mundial e OCDE apontam para um decréscimo por enquanto de 2 décimas. Deixam, no entanto, o alerta para a possibilidade de se acentuarem certos factores de risco como a escalada de tensões comerciais.

Perante este cenário, Paulo Portas realçou que ainda assim “há boas notícias, não muitas, mas há”.

Desde logo o crescimento económico na Índia (7,7%) que, de acordo com algumas instituições, terá superado a China na atracção de investimento estrangeiro. A segunda boa notícia está relacionada com a África subsaariana e a terceira com o Brasil.

Paulo Portas chamou também a atenção dos presentes para o facto de alguns dos principais clientes comerciais de Portugal apresentarem situações menos favoráveis face ao ano anterior. “Tem impacto na nossa economia que tem feito um caminho extraordinário em tornar-se uma economia exportadora”, recordou.

 

“Para crescer é necessário exportar mais para os países que compram mais”. O vice-presidente da CCIP sugeriu “olhar para o crescimento de Israel, da Polónia, da Hungria ou da República Checa”, exemplificou. “Olhar, diversificar, não depender apenas de um mercado e arriscar. Eis a receita para as empresas portuguesas”.

 

Assista à gravação completa do evento aqui e conheça a visão de Paulo Portas relativa à crise comercial das duas superpotências, EUA-China, a desaceleração europeia, o Brexit, entre outros.

 

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