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O desafio da internacionalização é o caminho consensual a seguir para as PME portuguesas conseguirem ultrapassar o obstáculo de um mercado interno de dimensão reduzida.

Segundo Bruno Bobone, Presidente da CCIP, ultrapassar esta situação é um desígnio das empresas nacionais que, historicamente, são confrontadas com um défice de produtividade / competitividade, muitas vezes resultado do atraso com o processo de modernização e numa aposta excessiva em mão-de-obra intensiva, com baixas remunerações. Também a constituição do tecido empresarial português - formado em 99,9% por pequenas e médias empresas (PME), sendo que 96,2% destas são micro-empresas, ou seja, unidades com menos de 10 trabalhadores e um volume de negócios anual inferior a 2 milhões de euros – revela um enquadramento específico ao seu desenvolvimento.

Apesar destes factores, nos anos mais recentes temos verificado alguns indicadores positivos e prometedores. É notório o esforço de modernização e de competitividade pelas PME portuguesas que constituem a “espinha dorsal da economia”.

 

“A internacionalização das nossas empresas, porque é disso que estamos a falar, resulta assim num verdadeiro desígnio nacional, única forma de criar riqueza sustentável e de melhorar a qualidade de vida dos portugueses. E o desafio só será vencido se for convocado o esforço de todas as partes, desde as organizações empresariais e sindicais às políticas públicas.”


Entre os principais desafios que se colocam ao desenvolvimento da internacionalização, Bruno Bobone destaca:

  • a captação e retenção de talento;
  • o acesso a capital em condições competitivas;
  • e o desconforto por vezes sentido pelas empresas de cariz familiar em entregar os cargos de direcção a profissionais, fora do núcleo de accionistas.

O conceito de desenvolvimento sustentando é relacionado com os conceitos de “Inovação e Criatividade” que, por sua vez, estão ligados ao desafio da transformação digital.

Em suma, acreditamos que a solução passará pela criação de estratégias colaborativas lideradas pelas grandes empresas, envolvendo as PME e entidades do sistema de Investigação & Desenvolvimento, com as instituições de ensino superior a assumirem um papel fundamental na formação e valorização de recursos humanos altamente qualificados, mas também enquanto agentes de ligação entre esses recursos humanos e as empresas.

 

“Acima de tudo, importa que as PME saibam associar-se para ganharem massa crítica, unirem-se em clusters sectoriais que lhes facultem maior dimensão para melhor competirem no exterior.”


Leia o artigo completo no Blog de Bruno Bobone

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