Desafios-para-2019-Bruno-Bobone

“São os empresários que têm de ser o factor de mudança e os agentes do processo de desenvolvimento económico, e não apenas meros beneficiários do mesmo”
Bruno Bobone

 

2019, um ano de desafios para as empresas portuguesas

 

Embora os alertas para os desafios da economia deste novo ano sejam conhecidos, Bruno Bobone, considera surpreendente a forma como o “tecido empresarial português foi praticamente esquecido no Orçamento do Estado”, tendo sido seguida uma estratégia orçamental focada, essencialmente, na recuperação de rendimentos de algumas faixas da população, provavelmente pelo calendário eleitoral que se avizinha. No entanto salienta que os riscos desta opção são reais, podendo mesmo originar desequilíbrios nas contas públicas e no desempenho da economia.


Todas as instituições nacionais e internacionais preveem o arrefecimento da economia portuguesa, um consenso unânime em que apenas varia a quantificação da desaceleração do PIB do próximo ano, que oscila entre os 2,2% indicado pelo Governo e 1,8% previstos pelo FMI e Banco de Portugal.

Outra previsão que também indicia um contexto mais complexo é o crescimento das exportações que será também menor, fruto do contexto de muitos dos principais mercados externos que acolhem as exportações portuguesas.


Os dados mais recentes, divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística, sobre a evolução das exportações portuguesas em Outubro, mostram que a maior dinâmica do comércio externo está no mercado único europeu. No período em análise, as vendas para o exterior aumentaram 5,9% quando comparadas com o mesmo mês do ano passado, mas o Presidente da CCIP alerta que esse aumento global esconde duas realidades distintas: o crescimento foi superior a 10% se tivermos apenas em conta os parceiros europeus enquanto as transações comerciais para fora da Europa caíram mais de 6%.

 

Com eleições legislativas marcadas para o último trimestre do ano, não só não se esperam medidas e projectos públicos relevantes, como o Orçamento do Estado para 2020 não deverá ser apresentado antes do início desse mesmo ano.

 

“A resposta das empresas portuguesas terá de acontecer de forma independente das políticas públicas (…). Isso já aconteceu no passado, quando as empresas portuguesas venceram desafios mais difíceis, estando hoje mais bem preparadas para procurarem mercados de substituição que permitam defender e até expandir as exportações, continuar a absorver mão-de-obra e a atirar as taxas de desemprego para níveis historicamente baixos.”

 

Bruno Bobone acredita que é necessário, por um lado, aumentar o número de empresas portuguesas exportadoras e a variedade de produtos comercializados e, por outro, aprofundar a aposta na profissionalização da gestão, na formação profissional dos quadros e na digitalização de processos.

 

“Num enquadramento interno e externo complexo, as empresas portuguesas conquistaram já o direito a merecer uma palavra de apreço e um sentimento de confiança. Mesmo sem os apoios e facilidades de que muitos concorrentes usufruem, as nossas empresas têm sabido responder às exigentes circunstâncias enfrentadas nos últimos anos. Há, pois, que acreditar e apostar na sua capacidade e visão para defrontar os desafios que 2019 trará.”

 

Leia o artigo completo no Blog de Bruno Bobone

 

Conheça o apoio à internacionalização que a CCIP disponibiliza às empresas portuguesas bem como os documentos internacionais.

 

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