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Se é inquestionável que vivemos, cada vez mais, num mundo globalizado, é verdade também que a capacidade de competir numa economia sem fronteiras depende da adaptação a realidades como a digitalização.

Esta já não é apenas uma tendência, mas uma forma inequívoca das empresas garantirem uma presença além-fronteiras, embora apresente ainda exigentes desafios para uma parte significativa do tecido empresarial português.

Esta semana, Bruno Bobone, Presidente da CCIP escreveu no seu blog, um artigo dedicado a este tema.

“Num mundo cada vez mais globalizado, caracterizado por mercados dinâmicos onde apenas as empresas mais ágeis conseguem ser bem-sucedidas, a competitividade das empresas nacionais depende hoje muito da sua capacidade de adaptação e da forma como conseguem responder aos imperativos de uma economia sem fronteiras. Neste cenário, a digitalização está a reescrever as regras do jogo.” – Bruno Bobone

 

Desafios

No caminho da digitalização, as empresas enfrentam três grandes desafios:

  • Renovação tecnológica: a falta investimento em novas tecnologias cria um distanciamento entre as empresas mais inovadoras e o panorama empresarial geral. É necessário olhar para a tecnologia como um argumento estratégico e não acessório.
  • Colaboradores com falta de cultura digital: é fundamental incentivar a formação digital dos colaboradores e procurar capacitar e actualizar competências.
  • Analítica como enabler de novos modelos de negócio: para além de recolher grandes quantidades de dados, é necessário analisá-los e transformá-los em informação que permita a definição de novos modelos de negócio.

 

Produtividade

Bruno Bobone, Presidente da CCIP, salienta 3 aspectos onde a digitalização pode apresentar melhorias na produtividade.

  • Mais competências, melhor formação: Garantir formação adequada e melhorar competências através de iniciativas de promoção da digitalização. Com este tipo de abordagem, a AT&T reduziu o ciclo de desenvolvimento de produto em 40% e acelerou o time to revenue em 32%.
  • Mudança de estratégia: A digitalização começa por ser uma necessidade para, rapidamente, se transformar num pilar do negócio das empresas.
  • Transformação da experiência do consumidor: recolher e trabalhar informações de forma a personalizar a oferta e optimizar a experiência do consumidor, disponibilizando atempadamente ofertas adequadas ao seu perfil e aumentando as hipóteses de sucesso.

 

Sector Privado e o Estado

Se, por um lado, o sector privado tem um papel fundamental no desenvolvimento e implementação de estratégias de digitalização, por outro, o Estado também deve assumir-se como facilitador da revolução digital e como um exemplo na ruptura de processos pouco produtivos. De acordo com o estudo “Digital by Default: Impacto Económico e Factores de Sucesso”, Portugal poderá obter poupanças de até 400 milhões de euros no que respeita ao Estado ao adoptar uma estratégia verdadeiramente digital.

O Presidente da CCIP considera que “torna-se imperativo fomentar o espírito da inovação e garantir que os principais actores da economia nacional assumem o seu papel enquanto enablers de uma digitalização que não vai esperar por retardatários. Exige-se ao tecido empresarial português consciencialização, compreensão e, depois, coragem e determinação para actuar. Deve ainda assumir uma mensagem crucial: a digitalização já não é opcional, mas imperativa.”

 

Bruno Bobone termina o seu artigo deixando uma mensagem às empresas nacionais: “As empresas nacionais que não consigam fazer esta transição não sobreviverão num mundo digitalizado, onde é preciso maior agilidade, dinamismo e uma superior capacidade de resposta. O comboio está em movimento e é obrigatório apanhá-lo.”

 

 

Leia o artigo completo no blog.

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