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A pergunta é: que tipo de saída do Reino Unido da União Europeia teremos no dia 30 de Março?

"A incerteza que existe sobre o Brexit só está a agravar, afinal, todas as dúvidas que naturalmente sempre pairaram sobre o futuro relacionamento político e económico entre o Reino Unido e o espaço comunitário, fruto de uma situação muito singular e complexa, que vai exigir ainda longas e aturadas negociações, nas mais diversas variáveis, entre todas as partes envolvidas." - Bruno Bobone

 

Sendo o Reino Unido o quarto maior mercado para as exportações de bens portuguesas, independentemente das incertezas, seguramente que o Brexit terá importantes e profundas consequências nas relações económicas entre os britânicos e Portugal.

 

Para minimizar o impacto e reduzir os prejuízos tido como inevitáveis, o Presidente da CCIP, Bruno Bobone, considera que é necessária uma resposta concertada entre autoridades, associações empresariais e empresas portuguesas.

 

O estudo encomendado pela CIP sobre a onda de choque que o Brexit provocará em Portugal, é um dos exemplos de trabalho desenvolvido com enorme complexidade. Segundo uma projeção apresentada neste documento, num cenário mais optimista, teremos um efeito negativo de 15% nas exportações portuguesas para o Reino Unido, valor que poderá chegar aos 26%, num cenário mais negativo de saída sem acordo. Isto enquanto, ao nível do PIB, se prevê um impacto negativo entre 0,5% e 1%.

 

Este cenário comprova a dimensão das dificuldades esperadas com uma diminuição de importações, diminuição do Orçamento comunitário, do qual o Reino Unido era um contribuinte líquido importante, e uma expectável diminuição das remessas dos emigrantes portugueses, cerca de 450 mil a viverem nas Ilhas Britânicas.

 

"Há, pois, que apostar no desenho de respostas criativas que permitam, pelo menos, amenizar os efeitos, de forma significativa, destas preocupantes previsões."

 

Neste âmbito, ganha relevo a necessidade de aproveitar as oportunidades de negócios decorrentes da saída do Brexit que se verificarão no mercado interno da EU27, nomeadamente conquistar quota aos produtos britânicos, aumentar a atractividade para a captação de empresas de serviços e de investimento estrangeiro directo (IDE) caso se verifique uma deslocalização para fora do mercado britânico.

 

"Importará, ainda, realizar um aturado trabalho político e diplomático no sentido de contrariar a tendência do deslocamento de centro da Europa para leste, que tornaria Portugal mais periférico, avançando com determinação na defesa do reforço da dimensão atlântica da UE, onde os portugueses detêm um historial rico e uma posição geográfica e estratégica privilegiada. “Puxar” a Europa para o Atlântico, principalmente agora que o Reino Unido está mais livre para traçar a sua política externa, será fundamental para afirmar Portugal no contexto europeu."

 

Bruno Bobone reforça também a necessidade de Portugal saber jogar o seu trunfo da relação privilegiada e secular que mantém com os britânicos.

 

Leia o artigo completo no Blog de Bruno Bobone.

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