Imobiliario Portugues Noticia

As recentes tensões geopolíticas da Europa, acompanhadas pelo risco da crescente pressão inflacionista e os receios sobre o comportamento das taxas de juro levantam preocupações aos detentores de imobiliário, apesar do interesse dos investidores imobiliários internacionais pelo imobiliário português não ter dado sinal de ter refreado nomeadamente no sector residencial e nos ativos de rendimento.

Outros fatores pesam ainda positivamente pois a Segurança de Portugal poderá sobressair com o conflito na Ucrânia ficando mais favorecido como uma opção ainda mais válida por fatores chave como a sua geografia e uma maior perceção de segurança.

Poderemos vir inclusive, infelizmente por más razões, a beneficiar no sector no turismo com uma procura crescente de mercados emissores que não eram tradicionalmente nossos, movimento esse ao qual já se soma também um crescente interesse de compradores e de empresas com poder económico em vir para este canto mais tranquilo e afastado dentro do contexto Europeu.

A subida generalizada de custos de matérias primas e por consequente de valores de obra por pressão inflacionista, esta a ser refletida no aumento dos preços de comercialização e parece ser algo de inevitável no setor.
Ao fator inflação soma-se ainda o balanço de uma oferta insuficiente face á procura e ainda ao aumento dos custos de construção desta feita provocados pelas interrupções nas cadeias de fornecimento e pela subida generalizada de preços de matérias primas por via da escassez o que vem agravar ao já existente problema da mão de obra.

Muitas empresas com uma postura mais ativa estão a atualizar a valorização contabilística dos seus ativos e a renegociar seguros e financiamentos para tentar mitigar impactos potenciais até fim do ano pois uma melhor aferição do capital a segurar é importante numa configuração de soluções de transferência de risco de potenciais danos materiais especialmente no contexto de aumento da inflação expectável.

A atualização dos valores segurados assume nestes contextos um maior relevo e importância sob pena de estarem em posição de falta de cobertura do risco de dano. A simples atualização anual utilizando os índices oficiais é insuficiente perante alterações conjunturais rápidas pois não espelhará a nova realidade em tempo útil.

 

José Manuel Morgado, Partner da PVW TINSA

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