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Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.

Ao fim de quase 15 dias de uma guerra inexplicável, assistimos uma vez mais na história do mundo a um louco tomar o poder e criar um clima de terror que coloca toda a população a temer pela sua vida e por tudo aquilo que ao longo de décadas foi criando com o seu trabalho, para garantir uma sociedade em que se possa viver com qualidade, tranquilidade e segurança.

Uma história que se repete essencialmente porque fomos comprometendo as nossas convicções com decisões fracas, que apenas tinham como objetivo não provocar aquilo que hoje já começou. Uma nova guerra.

Se tivéssemos sido corajosos e firmes nas nossas posições, teríamos provavelmente tido de enfrentar este louco numa fase menos desenvolvida da sua loucura e, certamente, num momento em que a sua força era ainda muito menor do que é hoje.

Com a nossa posição condicionada pelos nossos medos, permitimos que se fosse preparando para uma guerra que queríamos evitar e que apenas conseguimos promover.

É sempre o medo de assumir o confronto que nos leva às piores consequências.

Desta vez, a guerra foi feita a um povo que, ao contrário da maioria dos nossos dirigentes e das nossas sociedades, não tem medo.

Um povo que se juntou para combater um adversário muito maior do que ele, com uma capacidade de equipamento incomensuravelmente superior e que é, já hoje, o maior herói desta crise mundial.

É, não só o seu presidente que o representa, mas é também todo aquele povo que resolveu ficar para defender a sua terra. E ainda todos aqueles que deixaram as suas vidas noutras partes do mundo para irem lutar pelo que é por direito seu e pelos valores em que acreditam.

Glória à Ucrânia é um grito de uma grandiosidade e de uma beleza tal que se torna fundamental defendê-lo e promovê-lo dentro de todas as nossas sociedades.

Temos de aprender deste povo para saber tornar grande o nosso país, o nosso continente e o nosso mundo.
Não podemos continuar a deixar-nos liderar por quem não tem a coragem de se afirmar a quem promove o que está errado, que não tem o orgulho de dizer Glória a Portugal e Glória à Europa, quem nunca teria a coragem de ir para a guerra defender aquilo que é a nossa sociedade e os nossos valores.

Vivemos numa Europa que tem vergonha da sua história e da sua origem, que tem medo de impor a quem chega aquilo que são os valores que a fizeram, o continente onde todos quereriam viver e que por medo vai perdendo tudo aquilo que somos e pelo que os nossos antepassados, quais ucranianos, deram as suas vidas.

Não vejo nesta Europa um povo que estivesse disponível para enfrentar uma desgraça para defender a sua forma de viver, para, com orgulho, poder dizer eu morro por glória do meu país.

Hoje é tempo de tudo fazer com coragem, para ajudar a Ucrânia e os gloriosos ucranianos a ganhar esta guerra e a recuperarem a sua terra.

Mas de seguida temos de reconverter a nossa forma de estar e compreender que esta postura de comodismo, de indiferença, de medo e de permissividade só tem um fim.

Uma guerra provocada por outro louco fanático, que se aproveitará de todos aqueles nossos defeitos, para fazer valer a sua vaidade e loucura, num movimento de destruição de tudo aquilo que nos é querido e por que durante gerações trabalhámos.

Ao último louco tivemos a sorte de ter Churchill e os gloriosos ingleses a fazer frente. A este louco temos os ucranianos e o seu presidente a confrontar.

Não deixemos que, por nossa culpa e pelo nosso medo, venha a ser criado um novo louco que nos destrua.
Glória à Ucrânia, Glória a Portugal e Glória à Europa!

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