opiniao-bruno-bobone-diario-de-noticias

Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.

Passámos os últimos dois anos fechados em casa a fugir de uma pandemia que poderia ter sido enfrentada de outro modo, com maior coragem, em que verdadeiramente se poderia ter protegido os que acabaram por morrer e deixado todos os outros continuar a sua vida , sem o enorme prejuízo provocado pelas decisões erradas e erróneas de políticos muito promovidas e mesmo alardeadas por jornalistas.

Tentou-se vencer a pandemia através do medo. Não há maior erro do que depender do medo para liderar as nossas vidas.

O medo é a arma das ditaduras.

Agora, terminada que está a parte maior desta crise pandémica e no momento em que deveríamos estar a trabalhar para garantir o caminho da recuperação, aproveitando da melhor forma os apoios que nos foram disponibilizados, aqueles mesmos políticos que se tinham aproveitado do medo que eles próprios incutiram nos cidadãos decidiram que é o tempo de criar uma crise política que nos vai seguramente prejudicar absurdamente.

E tudo por interesses individuais e partidários que em nenhum momento consideraram o interesse nacional nem o bem comum.

A pandemia trouxe-nos, para além da crise económica e social e para além da gestão política pelo medo, o entendimento de que nós cidadãos temos mais poder do que julgávamos e mais capacidades do que conhecíamos.

O desenvolvimento das capacidades de comunicação digital, a noção de autonomia, a capacidade de resiliência, foram características que se nos apresentaram e nos deram novas formas de influenciar a sociedade civil.

É, pois, tempo de vencer o medo e de aproveitar estas novas competências para nos servirem para melhorar a condição de vida em Portugal.

Percebemos que os políticos apenas defendem o seu statu quo, que se pretendem manter no lugar, mesmo que para isso necessitem de comprometer a vida dos cidadãos. E, por isso, assistimos ao aumento do desinteresse das pessoas pela vida política e é por isso que sobe a abstenção.

Neste momento assistimos a uma vergonhosa e despudorada tentativa de tudo comprometer em troca de um apoio que permitisse salvar um governo, que já não governava por convicção, mas por pragmatismo de negociação, que não se focava na criação de riqueza, mas no seu esbanjar. Que se propunha a tudo pôr em causa, apenas para evitar buscar o apoio de partidos e ideias muito mais conscientes e coerentes com o caminho que Portugal precisa de levar, e que asseguraria incomparavelmente melhor o caminho de recuperação de que precisamos.

É neste momento que vos digo que temos de voltar a exercer as nossas competências de forma a promover um bom governo para o nosso país.

Um governo que junte todos aqueles que acreditam que é num regime de liberdade que queremos viver, que é criando riqueza que poderemos depois distribuir, que é trabalhando que poderemos desenvolver.

Mas que acreditem também que é ajudando as famílias e não as destruindo que poderemos ter uma sociedade equilibrada, que é promovendo a natalidade que conseguiremos dar futuro a Portugal.

E, acima de tudo, que é unindo-nos que poderemos ser verdadeiramente a alternativa que pode salvar e transformar este país de uma vez por todas numa terra em que vale a pena viver.

E isso só será conseguido com o envolvimento de uma sociedade civil que promova a união de todos os políticos que defendem esta visão, da direita ao centro-esquerda, sem preconceitos e sem medos, que nos conduzam à recuperação, aproveitando todas as ajudas disponíveis sem as dissipar em inutilidades ideológicas, com uma união de povo que somos e com a excelente capacidade que juntos sempre tivemos.

Saiba como fazer parte da rede da Câmara de Comércio

 

Torne-se nosso associado

 

Apresentação Câmara de Comércio