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Artigo de Bruno Bobone, Presidente da CCIP, na sua rúbrica semanal no Diário de Notícias.

Com início no século XVIII, este empreendimento familiar participou em quatro séculos diferentes da economia portuguesa, passou por nove gerações. Por guerras e revoluções, pela grandeza de um império, pelo Atlântico e pela Europa, pelos mais diversos produtos e serviços e a tudo se adaptou para poder continuar sempre.

E tudo isto porque sempre teve consigo a consciência de que são as pessoas que importam.

Em 1853, a partir de Londres, o barão de Forrester escreveu em The Prize Essay on Portugal: "Os Ferreira Pinto Basto são uma família muito antiga e muito próspera (...). Cultivam o seu próprio milho, azeitona, fruta, lúpulo e legumes; criam os seus próprios cavalos, gado, ovelhas e porcos; produzem o seu próprio pão, vinho, manteiga, queijo e óleo, e refinam o seu próprio couro; constroem os seus próprios coches; são os arquitetos e construtores das suas vastas residências; são empreiteiros de obras públicas e, não raramente, de empréstimos governamentais também. Desde o Minho ao Algarve, possuem um conjunto de pousadas em propriedades suas, com uma distância entre elas de um dia de caminho."

Esta breve citação remete-nos para a descrição de um conglomerado de base familiar que tem resistido, com momentos piores e outros melhores, mas sempre com um sentido de responsabilidade e gosto pelo risco, numa busca permanente pela criação e pela partilha. Hoje o grupo tem um perfil diferente, mas não mudou o essencial.

Comemorar 250 anos de vida de uma empresa que esteve sempre ativa na economia de um país, e sempre pertencente a uma família, é uma honra, um motivo de orgulho e uma responsabilidade.

A Casa Pinto Basto, como originalmente era referida, é uma das instituições que influenciaram muitos momentos da vida nacional, seja através dos negócios que fundou e desenvolveu, seja pela sua participação corporativa na representação das empresas portuguesas, seja na sua intervenção política. Foi também sempre uma organização respeitada e consciente das suas responsabilidades para com a sociedade em que se desenvolveu e viveu.

Com um espírito muito enraizado na sua essência familiar, onde se trata por família donos e empregados da empresa, foi sempre um grupo empresarial dirigido com base nos valores cristãos e focado no respeito fundamental da pessoa humana.

Foi esse o segredo da resiliência de nove gerações de Pinto Bastos que conseguiram trazer este projeto, atravessando quatro séculos, até aos dias de hoje.

Uma empresa dedicada a contribuir com a sua excelência para o desenvolvimento das empresas portuguesas, para o reconhecimento internacional dos nossos produtos e para a promoção de Portugal no mundo.

Mas uma empresa que só aqui chegou porque tantos com ela colaboraram no sentido de ultrapassar todos os momentos difíceis da sua existência.

Por tudo isto, em honra de todos os membros da família que de alguma forma estiveram ligados a esta casa e pelos colaboradores que dela cuidaram com tanta dedicação, era essencial escrever a sua história e contar a sua aventura de vida.

Para se ser Pinto Basto não é preciso nascer Pinto Basto, basta um dia aqui trabalhar.

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